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HISTÓRIA DA ASTROLOGIA

As Origens da Astrologia

Considerada uma das mais antigas formas de conhecimento, a Astrologia está presente nos primeiros registos da aprendizagem humana. O homem já observa o sol e a lua há milhares de anos, época em que a vida dos seres humanos estava intimamente ligada aos ciclos da natureza. Desde muito cedo, ele compreendeu que certos fenómenos no céu coincidiam com alguns acontecimentos na terra.

O estudo dos astros e dos ciclos da lua eram de extrema importância para as comunidades primitivas, pois constituíam um importante guia de orientação para a agricultura, as cheias dos rios e outros fenómenos naturais, sendo mais tarde também utilizada no âmbito da economia, saúde, política interna e externa.

 

A Astrologia no Período Mesopotâmico

Não existem dúvidas de que foi por volta do princípio do II milénio a.C que o Zodíaco foi criado. Foram encontrados vestígios do Zodíaco nas tabelas caldeias do século XII a.C. Cada signo era representado por um dos 12 símbolos que actualmente se conhecem e que davam conta dos mitos e crenças ancestrais que presidiram à criação do Zodíaco.

Os primeiros astrólogos da antiguidade surgiram com o desenvolvimento das civilizações mesopotâmicas. Fascinados pelos astros, eles observaram, anotaram e estudaram com afinco as suas aparições e ciclos. Contudo, foram os egípcios os primeiros a praticar a Astrologia individualmente, mediante a elaboração de temas astrológicos feitos para o faraó e as altas personalidades do governo.

Um tratado de astrologia e de presságios apresentado em escrita cuneiforme e em forma de setenta tábuas de barro, que data da primeira metade do I milénio, dá-nos uma ideia da influência que podia exercer um astrólogo na antiguidade.
"Se a lua, ao nascer, se mostra parcialmente escura, com uma ponta do crescente quebrada, mas a outra afiada e perfeitamente perceptível: a actividade económica do país parará durante tês anos… Se no mês de Março/Abril, se produzir um eclipse do Sol: nesse mesmo ano o rei morrerá… Se no dia 15 de Janeiro, o planeta Vénus, depois de ter desaparecido pelo leste e permanecido invisível durante três dias, reaparecer pelo oeste no dia 18: as fontes levarão muita água e chuvas abundantes."

Entre os numerosos escritos encontrados entre a correspondência dos dois últimos reis da Assíria (VII A.C) e os seus astrólogos, foi encontrado o seguinte testemunho: "Sua majestade perguntou-me como interpretar o facto de Marte ter sofrido uma retrogradação, ter saído da constelação de Escorpião, para voltar a entrar a seguir. Eu respondo que este presságio significa: Atenção! Sua Majestade não deve em caso algum abandonar a cidade pela Grande Porta sem tomar precauções, sob o risco de sofrer uma desgraça."

Assim, os astrólogos da antiguidade, elaboravam as suas previsões nos âmbitos da economia, saúde, da política interna e externa, da meteorologia, ou seja, em todos os aspectos da vida social.

Nas civilizações mais antigas, a astrologia encontrava-se nas mãos dos sacerdotes, únicos depositários das tábuas que continham as observações planetárias. Nesta época só os soberanos tinham acesso às informações dos sacerdotes e com o tempo a aristocracia também conquistou esses privilégios. Aos poucos, os conhecimentos e técnicas astrológicas foram sendo colocados ao serviço de uma elite social sedenta de poder e dinheiro.


A Astrologia no Antigo Egipto



Desde os tempos mais remotos, os egípcios praticavam uma astrologia mística, resultado da combinação do Deus Sol com a estrela Sírius que, segundo eles, eram responsáveis pela sua sorte, fertilidade, épocas de cheia e de esterilidade. Na tumba de Ramsés VI, o faraó da 20ª dinastia (1200/1085 a.C), aparece um espectacular mapa estrelar que apresenta a culminação das estrelas para cada hora da noite, ao longo de todo o ano. Isto prova os avançados conhecimentos astronómicos que os egípcios possuíam. Mas o grande contributo dos egípcios para a astrologia foi a invenção dos decanatos. Eles dividiram a elipse em 36 partes, com três decanos, ou divisões de 10º, em cada secção. O testemunho mais antigo deste contributo está no tampo de um caixão, onde se vê o céu com os nomes dos decanos em colunas. Mais tarde, foram associados ao Zodíaco e adquiriram um grande valor astrológico. Os decanos são de extrema importância para a astrologia médica, estando cada um ligado a uma determinada patologia.


A Astrologia na Grécia Antiga

Na civilização grega, encontramos muitos testemunhos importantes e fiáveis sobre a astrologia. Eles herdaram dos mesopotâmicos e egípcios alguns conhecimentos, regras rudimentares de matemática e registos feitos ao longo dos séculos.

Por volta de 250 a. C., o astrólogo babilónico Beroso causou grande impacto no mundo grego com os seus escritos astrológicos e criou uma escola de Astrologia na ilha de Cós.

O astrólogo, astrónomo e matemático Cláudio Ptolomeu elaborou o tratado completo de astronomia, que continha uma síntese exaustiva de todo o conhecimento astronómico e astrológico da Antiguidade e que foi considerado a Bíblia dos astrólogos e astrónomos até à chegada das descobertas de Copérnico.

A Hiparco, atribuímos a descoberta da precessão dos equinócios. Aristarco de Samos avançou com a teoria de que os planetas não rodam à volta da terra, mas sim do sol.

Grandes pensadores gregos, como Anaximandro, Platão e Aristóteles desenvolveram a Astronomia e Astrologia com a criação de modelos físicos e metafísicos do Universo. Com a profunda influência dos filósofos gregos, a Astrologia desenvolve-se e passa a ter uma abordagem mais intelectual e escolástica.

 

A Astrologia em Roma

Proveniente da Grécia, a Astrologia rapidamente assume um papel de relevo na sociedade de Roma. Todos os Césares tinham o seu astrólogo pessoal. Tibério chega mesmo a aprender a realizar previsões astrológicas através do seu astrólogo Thrasyllus. Augusto contou entre os seus conselheiros com Teógenes, um astrólogo grego. A astrologia alcançou tal influência política em Roma, que em 27 a .C o imperador Augusto fez uma emissão de moedas de prata ostentando o símbolo de Capricórnio.

Na Roma dos séculos I e II era frequente mandar elaborar horóscopos no momento dos nascimentos. As famílias de prestígio queriam conhecer o futuro dos seus filhos, as suas oportunidades de carreira, o casamento, as possíveis doenças e mesmo a duração da vida.

Uma das figuras mais destacadas de Roma foi Manilius, um poeta e astrólogo romano do Imperador Augusto. Os seus escritos foram de extrema importância, nomeadamente a obra "Os Astronómicos", na qual, como digno discípulo de Posídono, representava os astros como intermediários entre a divindade suprema, o Logos e o ser humano.

A queda do Império Romano significou a decadência da cultura legada da Grécia e do Oriente. A Astrologia começa a cair para um estado de superstição, facto que leva a Igreja Católica a condená-la. Com a crescente hostilidade por parte da religião cristã, a Astrologia acaba por se refugiar no mundo árabe.

 

A Astrologia e o Cristianismo



Com a lenta degradação do Império Romano e a adopção do Cristianismo como religião oficial a prática da Astrologia sofre um duro golpe.
Os cristãos vão rejeitar a astrologia, pois segundo eles, se os astros regem a existência humana, esta deixa de depender da força divina.

Em 358 d.c a magia e adivinhação são consideradas como uma só e a mesma actividade. Elas passam a constituir um crime punível de morte. O Concílio de Laodiceia em 365 d.c proibiu o clero de praticar a astrologia ou a magia. Também no século IV, foi promulgada a Constituição dos Apóstolos, apresentando uma série de regras em que os astrólogos são comparados aos devassos, mágicos e filósofos sendo condenados e recusado o baptismo. Em 409, os imperadores Teodósio e Honorius intimam os astrólogos a queimar os seus livros na presença de padres.

 

 

A Astrologia no mundo Árabe

Até ao século XVI as grandes transformações e descobertas na Astrologia estiveram ligadas sobretudo ao mundo árabe. Os árabes reuniram todo o conhecimento Grego, Sumério, Babilónico e Persa. Durante este período surgem muitos astrólogos, médicos e alquimistas. Paracelso, o pai da medicina hermética, tratou os seus pacientes baseando-se no simbolismo dos astros. Por volta de 700 d.c, começa a emergir no mundo árabe um grande número de pensadores que vão modelar e influenciar o pensamento Astronómico e Astrológico ocidental.

Em Bagdade, na cidade construída sobre as ruínas da antiga Babilónia, um ilustre califa, chamado Harun al-Raschid, foi o responsável pela construção de um observatório astronómico que permitiu o pleno desenvolvimento da arte do astrólogo.

Entre 973 – 1049 viveu o astrólogo Al – Biruni, que escreveu o livro da Instrução nos Elementos da Arte da Astrologia, um dos mais cultos astrónomos da era árabe e conhecedor da astrologia.

Durante os séculos IX e X, aparecem grandes astrólogos, astrónomos e filósofos muçulmanos entre os quais se destacam al-Kindi e o seu discípulo Albumassar, autor da obra "Flores da Astrologia". Na segunda metade do século XI, os sábios cristãos passaram a estudar de forma mais intensa a ciência árabe dos astros. Por esta altura já existiam muitas traduções de obras importantes da antiguidade árabe. Johannes de Sevilha, Gerard de Cremona, Plato de Tivoli, entre outros, contribuíram para uma profunda renovação das ciências nos centros europeus. As Cruzadas também favoreceram o intercâmbio cultural.

 

A Idade Média e a Renascença

Após lutas e conflitos, no fim do primeiro milénio, a cultura greco-árabe começa a influenciar a Europa, fazendo emergir os tratados de astrologia. A Idade Média redescobre a astrologia e a literatura antiga graças aos tradutores que trabalhavam nas prestigiadas bibliotecas de Palermo e Toledo.

Na Europa, nos séculos XII, XIII e XIV, a astrologia era ensinada normalmente nas universidades, juntamente com a medicina, a matemática, o latim e outras disciplinas.

Durante muitos séculos, o estudo da medicina esteve ligado à astrologia. De facto, até finais do século XVIII, ainda era impossível alguém tornar-se médico sem passar num exame de astrologia e era vulgar usar as posições planetárias no diagnóstico e tratamento de doenças. A Peste Negra de meados do século XIV ilustra essa ligação. Enquanto a Europa era arrasada com milhões de mortes, os astrólogos começam a publicar a sua opinião acerca da sua causa. O rei Filipe VI solicitou à faculdade de medicina da Universidade de Paris a sua opinião sobre a origem da praga. Enquanto alguns astrólogos culparam o eclipse lunar total de 18 de Março de 1347 (os eclipses era sempre considerados malignos), a faculdade defendia que a tripla conjunção Marte, Júpiter e Saturno em Aquário era responsável por esta tragédia.



Quase todas as grandes figuras da Europa dos séculos XIV e XV acreditavam na influência dos astros. Durante o Renascimento quase todos os reis tinham o seu médico – astrólogo. Catarina de Médicis tinha ao seu serviço dois astrólogos ilustres: Nostradamus e Augier Ferrier. Quando Luís XIV nasceu, Morin de Villefranche fez o seu horóscopo.

Médico e astrónomo, Tycho Brahe está entre os grandes eruditos que contribuíram para o desenvolvimento da astrologia. Em Copenhaga, o rei Frederico II confiou-lhe a cadeira de astronomia. Mais tarde parte para Praga, sendo o astrólogo pessoal do Rei Rodolfo.

Num período tão conturbado do ponto de vista político, militar, científico e religioso, como foi o século XIV, não admira que as interpretações astrológicas tenham desempenhado um grande papel no ambiente político e público.


Nas universidades a Astrologia era uma disciplina obrigatória, fazendo parte das tarefas dos professores: elaborar pareceres regulares sobre os acontecimentos anuais de maior relevo; condições climáticas; doenças iminentes e mesmo questões militares. Estes estudos também eram elaborados pelos astrólogos da corte.

Três factores terão contribuído para a expansão da astrologia: a tipografia em 1453, que permitiu uma difusão mais importante das obras e efemérides, o Humanismo e a Reforma. A Igreja Católica mostra-se cada vez mais tolerante e a própria Universidade Papal é dotada com uma cadeira de astrologia em 1520.

O papa Júlio II (1505 – 1513) utilizou a astrologia para decidir o momento mais auspicioso para ter a sua própria estátua erigida, enquanto Paulo III (1534 – 1549) consultava regularmente os astrólogos para saber os melhores momentos para realizar as suas audiências.

Nesta época a astrologia ganha prestígio e popularidade, surgindo publicações de livros e pequenos tratados. Entre os astrólogos mais conhecidos do século XV e XVI destacam-se: Girolamo Cardano; Lucas Gauricus; Nostradamus; Johannes Schoner; Johann Carion; Francesco Giuntini, John Dee, entre outros.

 

A Astrologia e a Filosofia das Luzes

Apesar da astrologia (determinista e prognóstica) não ser vista com bons olhos pela igreja, a verdade é que até ao século XVI, os astrólogos continuaram a ser tolerados e muitos representantes do clero estavam envolvidos de forma directa ou indirecta em actividades astrológicas. Contudo o ponto de viragem ocorreu com a Contra – Reforma e o Concílio de Trento. A Igreja entrou em ruptura com a astrologia e a prova disso foi um decreto de 4 de Dezembro de 1563 que proibiu todos os livros que estivessem relacionados com a adivinhação, magia e todas as obras de astrologia.

Os séculos XVII e XVIII foram marcados por importantes progressos científicos, trazendo uma nova mentalidade nos círculos eruditos da Europa. Nesta nova corrente de pensamento designada de "iluminismo", elevar a astrologia à categoria das ciências exactas, parecia impossível. Os iluministas passaram a considerar a astrologia como superstição e a denegrir a sua imagem, dizendo ter sido inventada pelos padres para subjugar o povo.

Em 1666, a Astrologia foi excluída da Academia de Ciências de França e um decreto assinado por Luís XVI, em 1682, proibiu a impressão e difusão dos almanaques astrológicos.

A Imperatriz Maria Theresa proibiu no ano de 1756 todas as profecias astrológicas. Mais importante do que as proibições dos prognósticos anuais, foi a repressão das efemérides, um instrumento valioso para os astrólogos praticantes.

A partir da Revolução Francesa, a Astrologia foi cada vez mais desacreditada pelos intelectuais e principalmente pela mentalidade racionalista que dominou os séculos XVIII e XIX. Em Inglaterra o movimento astrológico não desaparece completamente. Almanaques astrológicos circulam em público e conhecem uma certa popularidade.

 

A Astrologia no século XIX e XX

Até ao fim do século XIX, a astrologia tinha praticamente desaparecido devido à conjuntura científica que se vivia na Europa. Na Alemanha destaca-se o astrónomo Jean-Elert Bode, autor da lei que permite calcular de forma aproximada as distâncias relativas dos planetas ao Sol. Em Inglaterra o movimento astrológico não desaparece completamente. Almanaques astrológicos circulam em público e conhecem uma certa popularidade. William Lilly ficou conhecido como um dos maiores astrólogos ingleses de todos os tempos. A sua obra "Christian Astrology" e os seus escritos sobre astrologia horária alcançaram um grande êxito e admiração nas gerações seguintes.

Morrison edita o "Almanaque de Zadkiel", que conhece grande notoriedade em 1861, quando anuncia a morte prematura do príncipe consorte, o marido da rainha Vitória.

Em França, na segunda metade do século XIX, a astrologia é praticamente inexistente, a sua única ocorrência evidencia-se em 1863, na obra, "O homem vermelho das tulheiras" de Paul Christian.

Na passagem para o século XX surgem novas correntes de abordagem à Astrologia. Com o aparecimento da Psicologia e o crescente interesse pelo desenvolvimento pessoal nasce a Astrologia Psicológica e a Astrologia Humanista. A importância de Jung para a astrologia do século XX é inestimável.

Jung, desenvolveu a sua teoria dos arquétipos, ou seja, formas primordiais de ideias culturais e religiosas que, segundo ele, se constituíram e preservaram ao longo da história da humanidade. Dentro dessa teoria dos arquétipos, Jung mostra como é que os doze princípios da tradição astrológica são projectados como forças primordiais cósmicas para o interior do ser humano. Na sua prática clínica, Jung usava o horóscopo como ponto de partida para construir uma ponte entre ele e os seus pacientes. Procurava pontos comuns entre os mapas natais dos pacientes e o seu. Também se interessava por aquilo a que chamou sincronismo, ou padrões significativos de acontecimentos. Acreditava que estes se podiam prever e muitas vezes estavam relacionados com os movimentos planetários.

 

A Astrologia na actualidade

Nos dias de hoje a Astrologia progride lentamente e as pessoas começam novamente a interessarem-se por ela, ainda que apenas a conheçam de forma sucinta, através dos artigos publicados em revistas ou jornais.

As novas tecnologias e especialmente o uso da Internet, tem permitido um maior intercâmbio entre aqueles que vêm na Astrologia uma fonte inesgotável de aprendizagem dos mistérios da natureza humana. Esta facilidade na troca de informação, tem contribuído para a criação de diversas associações, cujo objectivo é a divulgação de conhecimentos e o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas nos estudos astrológicos.

Nestes últimos anos, com o aparecimento da Psicologia e o crescente interesse no desenvolvimento pessoal, a Astrologia tem sido utilizada como ferramenta de auto-conhecimento e aconselhamento pessoal. A par desta astrologia psicológica surge um número cada vez maior de astrólogos consultores, que praticam uma astrologia empírica baseada em leituras muitas vezes duvidosas e outros astrólogos mediáticos cujo objectivo é escrever horóscopos e fazer negócio à maior escala possível. Nesse sentido, para todos os estudiosos e amantes da Astrologia, torna-se necessário e urgente buscar o profundo conhecimento astrológico e estruturá-lo num corpo coeso de conhecimentos de modo a preservar e dignificar a essência da Astrologia.

 

A Astrologia em Portugal

É a partir dos séculos XIII e XIV que as fontes relativas ás referências astrológicas se tornam mais evidentes. Os registos desta época retratam previsões de carácter político e também sobre a vida dos monarcas.

Na Idade Média, os monarcas portugueses eram acompanhados por pessoas especializadas no estudo dos astros e dos fenómenos celestes. Assim, sabe-se que D. Dinis (1261 – 1325) tinha em sua posse alguns livros de Astronomia. Afonso IV, seu filho, tinha vários astrólogos na Corte.

D. Duarte foi avisado pelo seu Astrólogo (Mestre Guedelha) para adiar o dia da sua coroação, pois a configuração dos astros nesse dia não era a melhor. O rei não seguiu os conselhos do astrólogo e o seu reinado foi de curta duração e marcado por grandes dificuldades.

No século XVI, D. Manuel mostrou algum interesse na Astrologia, pedindo aos astrólogos previsões para as viagens marítimas. O horóscopo de D. Sebastião, elaborado por Baptista Lavanha, é um dos poucos que se conhecem. Nesta época, a Astrologia tinha um propósito bastante diferente do actual, sendo utilizada essencialmente para o estudo dos acontecimentos de carácter colectivo (astrologia mundana).

Com o surgir da Inquisição a prática da Astrologia é gradualmente limitada e encarada como uma afronta à vontade de Deus. O racionalismo dominante nos séculos XVIII e XIX, também vai contribuir para um maior descrédito da Astrologia.

No início do século XX assistimos ao reaparecimento lento e gradual da Astrologia em Portugal, e os estudos do poeta Fernando Pessoa nessa área, são prova disso. Nos anos 80 surgem as primeiras escolas de Astrologia e, na década de 90, ganha bastante popularidade, devido a uma grande divulgação nos meios de comunicação social.


 

 

 


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